Como liderei a criação de uma cultura de métricas em uma empresa do mercado financeiro — transformando o design de área estética em motor estratégico de negócio.
Em uma empresa do mercado financeiro, o time de design entregava muito — mas o impacto era invisível. Todo mundo concordava que métricas eram importantes, mas pouca gente de fato as usava no dia a dia. O medo não era só técnico: medir experiência significa iluminar falhas, e isso gera desconforto. O desafio era cultural antes de ser técnico.
Criei um grupo de referência com 6 designers — eu inclusa — com objetivo claro: tornar métricas parte natural do cotidiano. Começamos com diagnóstico, matriz CSD e roadmap antes de qualquer iniciativa.
Cada designer, em parceria com produto, mapeou 2 a 3 métricas principais por projeto — equilibrando indicadores de experiência (satisfação, esforço, recomendação) e de processo (taxa de sucesso, abandono, retenção).
Criamos um painel acessível a todos e reuniões mensais com produto, design e dados. Designers passaram a apresentar primeiro o impacto — histórias puxadas por números, não por telas.
Montamos um Manual de Métricas de Experiência e sessões mensais de aprendizado prático com frameworks como HEART, OKRs e árvore de oportunidades. Métricas deixaram de ser "bicho de sete cabeças".
Design só ganha respeito quando mostra impacto. Métricas traduzem criatividade em resultado de negócio.
Cada ciclo de trabalho precisa se ligar a um objetivo de negócio. Métricas de experiência mostram cedo se o caminho é o certo.
Documente casos e conte histórias com números. Sem narrativa e evidência, as métricas se perdem com o tempo.
Número que não gera ação é decoração. Métrica tem valor quando muda rota, orienta escolhas e prova impacto.
Case completo disponível em
Capítulo 08 — Case pessoal: a jornada de métricas
No livro Do Intuitivo ao Intencional, descrevo em detalhes toda a jornada: o diagnóstico, as iniciativas, os erros, os acertos e os resultados concretos dessa construção cultural.
"Design não pode ser espectador. Com métricas, ele vira protagonista da estratégia e motor de inovação."
MONICA BARROS · DO INTUITIVO AO INTENCIONAL